Ainda sobre liberdade...

Outro dia, eu e meu marido fomos remar de sup (stand up padle). Meu marido é acostumado a remar de caiaque e tem muita afinidade com o mar. Eu estou cada dia melhor, me acostumando mais com o mar, apesar de adorar, não tenho tanta familiaridade, coisas de quem naasceu na serra, rsrsrsrsrs. No ano passado comecei a remar de sup e adorei, me sinto comfortável com essa pranchona. Com as remadas frequentes comecei a entender mais sobre esse entrosamento com o mar. Quando a prancha está sob meus pés e por ventura, fico inflexível ou tento controlar os movimentos, frequentemente caio, mas quando deixo que o movimento do corpo se entregue ao movimento da prancha e do mar, entro em uma sinfonia, a prancha se movimenta eu sedo, quando ela pára eu a coloco em movimento e assim vamos nos complementando e entrando em um ritmo, que aos poucos já não sei qual é o movimento do meu corpo, qual o da prancha, pois há uma entrega a esse momento, somos um todo, o meu corpo, a prancha, a água, o vento e assim a melodia flui.

Com a vida também á assim, sempre que tento controlar situações, pessoas,

acontecimentos, saio do fluxo e passo a remar contra a corrente. Por outro lado, quando entrego e aceito as coisas como são, deixo que tudo siga seu fluxo natural.

Existe neste momento um desapego com as dualidades, bom e ruim, bem e mal, bonito e feio, certo e errado, é simplemente um deixar fluir, deixar que tudo seja como é, que tudo aconteça como é para acontecer. E novamente o ritmo e a fluidez se fazem...

Essa entrega me dá liberdade, de ser como sou e aceitar o outro como ele é, aceitar que tudo acontece do jeito que tem que acontecer e a grande sinfonia da vida continua, com suas notas altas, suas notas baixas e assim a música se faz!

Tenha um lindo dia e deixe fluir!

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